terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sinto

Sinto, logo, existo.

Vejo... estão chegando, estão chegando outra vez mais.
Aproximam-se, ouço os cascos dos cavalos batendo no chão.
O cheiro do meu suor de repente parou de me icomodar, senti aquele pulsar de adrenalina se espalhando de sua forma gélida e logo após morna pela minha corrente sanguinea.
Senti meu sangue escorrendo pelas minhas costas, "aproximadamente 4 dados abaixo do meu pulmão " pensei.
Corri como se a dor fosse suportável. Após encontrar abrigo é que a dor realmente chegou.
Estava ferido.

Não fosse a chuva meu rastro sanguineo estaria facilmente rastreável.

Adormeci, e acordei, não sei quanto tempo depois, talvez a bala tenha pego apenas de raspão, a dor continuava pungente, porém, agora, eu só podia pensar em sobreviver.

Ouvi os cães. Corri para fora dos arbustos em que me encontrava. Subi na primeira árvore que vi. Ouvi balas cortando o ar metros atrás de mim, talvez tanham me visto, talvez estejam blefando. O fato é que o mundo está ficando perigoso demais para mim. Porém. Não pretendo sair dele tão cedo. Não sei quantas horas se passaram desde que estava á beira do rio a beber àgua. Sabia apenas que continuava sangrando, e que assim morreria em breve. Mas não nas mãos daqueles seres desumanos, nem de seus servos cães. Livres somos nós. As raposas.

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